ALGUNS CASOS e ALTAS NAS DÉCADAS de 80 e 90 |
Adolpho Oliveira Júnior
| Início do
tratamento: Novembro de 1982 Término: Os pais não se lembram exatamente o que aconteceu com o filho. Aos dois anos ele levou um tombo e a partir disso parou de falar o pouco que sabia e também parou de andar. Um ano mais tarde voltou a andar e aos cinco anos retornou um pouco da fala. Os médicos consultados pela família nunca deram um diagnóstico preciso sobre o seu caso, mas Adolpho não era uma criança normal. |
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Uma longa travessia iria ser trilhada por seus pais. Adolpho não conseguia ser alfabetizado. Primeiro levaram para a APAE, depois para a Pestalozzi, e mais tarde para uma escola especial. Segundo seus pais "Adolpho era muito agitado, agressivo e também apático. Na escola apresentava muita dificuldade de assimilação".
Adolpho de Oliveira Júnior chegou no Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória no final do ano de 1982. Estava com 15 anos e pesava 90 kilos. Passava várias horas do dia sem fazer nada em casa. O seu problema psico motor era considerado grave e precisava ser trabalhado com urgência; Seu caso era considerado quase perdido.
A vida dessa família paulistana teve então que se transformar. Os pais de Adolpho passaram a cordar todos os dias às seis horas da manhã e aprenderam a fazer um revezamento para poderem realizar a programação do Centro. Enquanto D. Maria Aparecida pesquisa e elabora as fontes do trabalho (fotos, pedaços de inteligência, cartazes, etc), Adolpho de Oliveira, o pai, realiza a parte física junto com o filho. Não foi fácil, mas todos tiveram que reaprender a arrastar, a engatinhar, a braquear, e até correr. Os dias são longos para Adolpho. Depois de cumprir toda a programação, às 17:00 horas, ele descansa um pouco e à noite vai para o supletivo, onde ficadas 19:30 às 22:00 horas. No dia seguinte é a mesma coisa. "Aos poucos ele vai mudando de comportamento", afirma a mãe bem mais otimista.
Em casa, Adolpho de Oliveira Júnior tem bom relacionamento com as três irmãs de 23, 20 e 11 anos. Elas ajudam, incentivam e dão idéias sobre a realização da programação. A irmã menor, principalmente, faz tudo junto com os pais. No fim de semana, Adolpho gosta de andar de bicicleta, de pescar e de nadar. Além disso, é também uim filho muito prestativo: ajuda a limpar a casa, a varrer o quintal e a lavar o carro.
Maria Aparecida e Adolpho de Oliveira são muito gratos ao Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória pelo apoio que sempre deram ao seu filho.
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Julho/87.
Alexandre Rodrigues de Oliveira
| Início do Tratamento: 01/1986 aos
158 meses de idade Término: 1990, aos 216 meses. Queixa principal: deficiência visual e problema de aprendizagem. Nasceu com seis meses e meio de gestação, ficando três meses na incubadora. Aos cinco meses, a mãe percebeu um estrabismo muito acentuado. Não foi aceito para ingressar na escola por falta de condições para o aprendizado. |
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Quando inciou o programa, apresentava muita timidez, nervosismo, não conseguia ler ou escrever e sua compreensão era muito pobre.
Em 1990 teve alta aos 216 meses, lendo e escrevendo, com excelente condiçõe física, preparado para iniciar a escolaridade.
Atualmente, Alexandre é membro da Equipe dos Institutos, atuando na área motora e à noite estuda. Este ano terminou o primeiro grau.
Joice Arruda Ferrarezi
| Início do Tratamento: 05/1999, aos
13 meses. Atualmente com 6 anos, seus pais procuraram nossa Instituição em 16/05/90, portadora de Encefalopatia Pré- Natal, (problema de RH dos pais). Ao nascer, apresentava icterícia, foi indicado à transfusão de sangue, tendo a bilirrubina chegando a 19%. Foi internada na UTI durante sete dias sob a observacão ao ter alta da UTI, apresentava tiques em várias partes do corpo (dedos, mãos, pés, pernas, rosto e boca). Os tiques e as crises foram aumentando e após um E.E.G., passou a tomar 20 gotas de Gadernal diariamente. |
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Aos nove meses, as crises pioraram sendo diagnosticada como portadora da Síndrome de West, confirmada pelo E.E.G.
Fez outros tratamentos com diversos medicamentos,. as crises se localizaram na perna direita que ocorriam a cada dez dias, com duração de dez minutos.
Ela não sentava, não apoiava nas mãos, não arrastava, nem se interessava em pegar objetos e só brincava com eles quando colocado em suas mãos.
Ao ser avaliada aos 13 meses, não tinha visão, nem audição, nem tato compatíveis com sua idade, sua mobilidade e linguagem era de um recém nascido, assim como uso das mãos.
Nesta ocasião os pais se mostraram bastante desanimados com o seu futuro. Colocada na programação desde junho de 1990, Joice teve um avanço no seu desenvolvimento físico e sensorial.
A última reavaliação nos mostrou uma Joice bastante diferente, já arrastava, já engatinhava, já andava, já falava com vocabulário completo e já está lendo ao nível de sua idade, usa as mãos para comer, compreende tudo que se fala com ela e sua parte tática está normal.
Faz ginástica olímpica sozinha, já viu cerca de 2.045 pedaços de inteligência, 258 programas de inteligência, leu 242 cartilhas e 6.615 palavras. Viu a tabuada convencional nas quatro operações, e problema simples de adição e subtração.
Apesar da grande evolução da Joice, o quadro de crises convulsivas, continua prejudicando suas atitudes. Sua família passou a acreditar em sua recuperação e tem servido como referência, pelos resultados, para outras famílias, que foram estimuladas a nos procurar pelos seus pais.
Para os pais o que tem acontecido de mais importante na Joice, recentemente, é sua independência que está surgindo e que a evolução da Joice está superando as suas expectativas.
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Setembro/95.
Henrique Vinícius Reis da Costa
| Início do tratamento: 08/1996 aos
70 meses. Queixa principal: atraso na fala, falta de coordenação motora. Gestação, nascimento e primeiro ano de vida sem problemas aparentes. O problema começou a ser percebido pela demora em andar, que só aconteceu aos vinte meses. Com 22 meses aconteceu a primeira convulsão, 2 meses depois aconteceu a segunda, em seguida, foi introduzido o medicamento Gadernal. Daí começaram as dificuldades, principalmente motora. |
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Quando começou o programa apresentava bastamnte dificuldade na fala, dependência total, muito agitado, sem concentração, muita dificuldade na escola.
Hoje, aos 94 meses, está bem na escola, cursando a primeira série, falando perfeitamente, não toma mais medicamentos, é uma criança muito alegre, inteligente e feliz.
Lília de Oliveira Godoy
Lília de Oliveira Godoy nasceu de parto normal no dia 3 de novembro de 1973. Até os dois anos e oito meses de vida, Lília teve um desenvolvimento normal, mas a partir deste momento, começou a ter crises convulsivas, a ter uma enorme dificuldade em falar e, finalmente, teve lesão cerebral.
Seus pais, Edson de Oliveira Godoy e Sônia Paladino de Oliveira Godoy procuraram incesantemente vários médicos, e deles recebia sempre o mesmo prognóstico derrotista: "sua filha não tem cura; aceitem-na assim".
Lília estava com quase cinco anos quando foi pela primeira vez ao Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória. "Era nossa última cartada", lembra a mãe. Ao chegar na clínica, Lília não ficava em pé sozinha, não tinha particamente nenhuma coordenação motora, babava, e apresentava diversos sinais de agressão.
Morando em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, a família esforçou-se bastante para aprender a tratar de Lília. "Deu muito trabalho - recorda Edson Godoy - fazer aqueles quadros, cortar revistas, fazer aquelas bolinhas matemáticas, e outras coisas". Sônia Godoy explica que "a casa inteira girava em função dela".
O professor Sidney de Carvalho Rosadas, coordenador da Escola de Desenvolvimento da Excelência Física e há dez anos no Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória, guarda boas lembranças dela. "Lília era muito apegada à mim, e lembro dela com uma menina muito esforçada. Ela gostava de arrastar, de engatinhar, e tinha ótimos desempenhos nas corridas de rua. Lilia foi uma das primeiras, e na primeira corrida Avon Internacional só para mulheres que ía do Leblo a Copacabana, e lá chegou tranqüila e bem posicionada". O professor Sidney Rosadas que ano passado lançou o livro "Educação Física Especial", lembra que Lília pertencia também ao grupo de superioridade (hoje chamado de grupo de Excelência Física) e que "a recuperação dela foi realmente muito rápida".
Hoje, aos 12 anos, Lília mora em Niterói, com os pais e duas irmãs, Adriane e Elaine, com 12 e 13 anos, respectivamente. Lá ela freqüenta o Centro Educacional de Niterói, juntamente com várias colegas de sua cidade. O Centro é, segundo a mãe, "uma escola experimental com uma filosofia de ensino mais moderna".
Além da escola, Lília gosta de ir à capoeira que pratica junto com as irmãs. Os esportes parecem ser mesmo seu grande interesse. Lília participou de diversas corridas, entre elas o circuíto Banco Econômico e a Avon internacional, dos quais carrega com orgulho muitos troféis. Ela gosta também de Ginástica Olímpica e, mesmo sendo cedo para falar de uma profissão, Lília pensa em seguir alguma atividade relacionada aos esportes ou à Educação Física.
Do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória ela guarda boas lembranças: "eu gostava muito do pessoal de lá. Tinha exercícios físicos, exercícios com máscara, aula sobre tudo; Eu gostava". Sônia de Oliveira Godoy é muito grata também à Equipe da Clínica: "Eles nos deram muita força, muito incentivo, e foram mesmo sensacionais".
Enquanto aguarda para começar a sexta-série na escola, Lília vai aproveitando as férias para viajar. Ela já esteve em Cabo Frio e Angra dos Reis, mais gostaria mesmo é de conhecer Portugal.
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Fevereiro/86.
Daniel Nogueira Vinhal
Aos dez de Janeiro de 1985 eu nascia, para alegria de todos aqueles que me esperavam, principalmente a papai, a mamãe e meu irmão Aloísio.
Até os meus quatro anos, tive uma infância que todos chamam de normal. A partir dos quatro anos minha vida se transformou. Eu não era mais o mesmo menino.
Eu não me lembro bem, mas minha mãe me conta que tudo mudou. Passei a acordar muitas vezes à noite com crises de sonambolismo e terror noturno. Durante o dia, a ser agressivo com as pessoas que me amavam. E pior de tudo; não conseguia brincar com nenhum dos meus amigos.
Com cinco anos iniciei a minha vida escolar. Tudo bem até a pré-escola.
Tudo bem nada. Os meus colegas aprenderam a ler, menos eu...
E foi aqui que começou a minha maratona de escola. E junto, tudo misturado: medo, indisciplina, dificuldade, notas baixas, sendo classificado como (o pior aluno da escola), (aquele que não aprende).
Fui para uma escola, outra escola, e agora outra escola. Ao todo, quatro escolas.
A essas alturas do campeonato, eu já estava com nove anos. Já havia passado por um neurologista, uma psicóloga e por último um psiquiátra que me encheu de remédios, chamados calmantes.
E foi nesse momento que a tia Sirley, mãe do Luiz Henrique, ficou sabendo do Centro de Reabilitação Nossa da Glória e fomos então para o Rio de Janeiro.
Começamos então, o tratamento, meu pai, minha mãe e eu, em fevereiro de 1994. Foi muito difícil vencer essa etapa.
Esse ano vou fazer a quarta série; gosto da minha escola, da minha professora, dos meus colegas e de todos que lá trabalham e, principalmente do meu pai, a minha mãe e meu irmão. Hoje entendo o quanto me são importante.
Agradeço de todo meu coração à todos que fazem parte do Nosso Senhora da Glória por terem ensinado a caminhar certo.
A minha vida começa aqui...
Depoimento de
Daniel Moreira Vinhal
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Rayane Lorena
Santos de Castro
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| Dia 16 de abril de 1989, nasceu
Rayane Lorena Santos de Castro, a criança mais linda do
mundo. Cinco dias após o nascimento veio o grande
choque, o pediatra diagnosticou; "a Rayane é
portadora da Síndrome de Down, ela terá dificuldade
para andar, falar e tudo que ela for fazer e aprender
será mais atrasado que nas outras crianças ditas
normais". No entanto, eu não sabia o que queria dizer o termo Síndrome de Down, aí descobri que era a mesma coisa "mongolóide" - palavra pobre e triste, que desqualificava aquelas crianças tão meigas e carinhosas. Foi então que falei; minha filha não vai ser mongolóide, ela será igual às outras, e parti atrás de meios para tratar a Rayane, foi quando o pediatra nos endicou uma família que também tinha uma criança portadora de Síndrome de Down. |
Essa família nos emprestou um livro com o título: "O Mongolismo" - Tratamento da Criança de Cérebro Lesado - escrito por Dr. Raymundo Véras - e a partir daí passamos a conhecer o Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória.
Aí começou nossa maratona, pois do Acre cidade onde Rayane nasceu e moramos até hoje, até o Rio de Janeiro, onde fica situado o Centro, é muito distante, de avião gastamos 12 horas de vôo e de ônibus ou carro, de 4 a 5 dias, sem contar que não tínhamos condições financeiras para uma viagem tão longa.
Mas nada disso fez com que desistíssemos, estávamos dispostos a qualquer sacrifício para ver a Rayane ser igual às outras crianças.
Uma vez, fui à rua e comprei uma cartilha para Rayane para lhe ensinar a ler, nessa ocasião ela só tinha dois anos e cinco meses. Nosso tempo ia passando e tudo ficava mais difícil, pois a idade cronológica ficava cada vez mais distante da idade neurológica.
No entanto, todos os dias eu nunca deixava de pedir ao "Senhor" que me desse condições ou meios para que eu pudesse tratar minha filha para ela ser igual às outras crianças.
E como nada acontece por acaso, Deus ouviu as minhas preces, fez com que eu adoecesse de forma que não houvesse tratamento para mim no Acre, então a empresa que eu trabalho me deslocou até Brasília, aproveitei a oportunidade, disse a minha esposa que fosse de avião para o Rio, que eu iria encontrá-las e só assim conseguimos chegar até a clínica.
Chegamos na clínica sem havermos marcado consulta, não era época de curso, mas graças à Deus, Dr. José Carlos Lôbo Véras nos atendeu.
Nessa ocasião, Rayane estava com três anos e meio, não falava mais que 15 ou 20 palavras; não corria mais que 30 ou 40 metros, andava pouco, não subia escada, não sabia ler, enfim, a Rayane precisava realmente ser trabalhada todas as áreas motoras e sensoriais.
A Equipe técnica da clínica, após avaliar a Rayane, traçou uma programação e nos ensinaram como executá-la com bastante precisão e sistemática.
Retornamos para casa e começamos nossa jornada de execução do programa, começando às 7:30 da manhã e terminando às 21:00 horas, era uma média de 11 à 12 horas de programa por dia de segunda à sábado. Em nenhum momento pensamos em desistir, pois era a única coisa que podíamos fazer por nossa filha.
Cada vez que pesava o desânimo sobre nós eu lia os livros do Dr. Glenn Doman ou do Dr. Raymundo Véras e tudo se renovava, era compor água na planta que está murchando.
Com dois meses de programa tudo começou a ficar mais claro, a Rayane já estava lendo várias palavras soltaóss.
Quando chegou a época de fazer a reavaliação após seis meses de programa, não tivemos condições financeiras para nos deslocarmos até a clínica, resolvemos então dobrar toda a programação, e só voltamos à clínica com nove meses de programa.
Foi então que nos surpreendemos, pois a Rayane chegou à clínica lendo várias frases sozinha, estava andando 2.000 metros, engatinhando 1.800 metros, arrastando 700 metros, subindo escada de corda e corda com nó. Nós ficamos mesmos pasmos com o que estava acontecendo, pois a Rayane estava fazendo tudo que disseram quando ela nasceu, que ela não iria fazer e mais importante antes das crianças ditas normais.
Daí para frente só sucesso e mais sucesso; Vitórias e mais vitórias.
Hoje a Rayane com seis anos, corre 4.000 metros por dia, faz Ginástica Olímpica, estuda em uma escola normal e com o nível superior às outras crianças de sua sala que ainda estão aprendendo a ler, e ao contrário do que se diz, aprender a ler cedo não atrapalha em nada, só ajuda.
Apesar de toda essa dificuldade para viajar até o Rio de Janeiro, a de confeccionar material para o programa, pois em nosso estado é difícil encontrar as informações necessárias, o que atrapalha um pouco o andamento de nosso trabalho, "nós não desistimos nunca".
Procuramos mostrar a outros pais, que às vezes tem condições financeiras melhores que a nossa e às vezes moram no próprio Rio de Janeiro, que é possível se realizar a programação em qualquer parte do Planeta, basta amar seu filho como filho e que eles podem ser como qualquer outra criança. O importante também é você adaptar o programa à realidade do seu estado.
O Acre fica a 5 dias de viagem para o Rio de Janeiro e nem por isso, fez com que nós parássemos o programa ou de fazer algo por falta de material.
Quando viajamos apara a revisão, compramos a maior quantidade de material necessária para a execução do Programa.
Depoimento do pai: Sr. Francisco de Castro
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Outubro/95.
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Lidia Minori Shikanai
| Iniciou o programa em 06/83. Queixa principal: atraso no desnvolvimento psico-motor. Nasceu de parto cesário após longas horas de sofrimento fetal. Apresentava cianose e não chorou. Demorou a sustentar a cabeça, quase não se mexia. Pais japoneses, mas residiam na ocasião aqui no Brasil. |
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Quando a Lidia tinha dois meses a família regressou ao Japão e lá ficaram sabendo dos Institutos regressando ao Brasil.
Quando iniciou o programa, não arrastava, não engatinhava, não andava, e não falava. Fez a programação até 1986, andando independentemente, falando (inclusive várias línguas) e freqüentando escola normal, quando se desligou da programação por solicitação da família.
Karla Medeiros de Mello
| Iniciou o programa em 07/97 com 73 meses. Queixa principal: apresentava mudanças de comportamento, ficando ausente, sem controle das esfincteres, não atendia a comandos. Na escola não atendia a professora, não participava, passando a não compreender o que se falava com ela e reagia com agressividade, sendo rejeitada pelos colegas. Era obesa e tinha baixa resistência motora. Iniciou tratamento com neurologista tomando Tegretol. Houve ainda acompanhamento psicológico. Hoje, após 2 anos e três meses de programa, aos 96 meses de idade está excelente na escola, cursando a primeira série e, segundo sua mãe, não apresenta nenhuma dificuldade em qualquer situação. Não toma mais medicamentos. |
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Rogério S. Fernandes
Iniciou o programa em 11/92 aos 200 meses de idade.
Queixa principal: falta de concentração, pobreza de comunicação, problema de adaptação social, alterando sua vida escolar.
Desde os três anos de idade apresentava problemas, mas foi agravado aos 15 anos após umacidente de automóvel, teve traumatismo craniano, edemas e lesão no lóbo temporal esquerdo.
Quando iniciou o programa, apresentava gagueira, ansiedade, concentração muito pobre hemiparesia.
Fazia uso de medicamentos controlados.
Em 1993, aos 212 meses recebeu alta. Tendo vida independente, cursando escola sem grande dificuldade, estudando inglês e não fazendo mais uso de medicamento.
Fernando Galdino da Silva
| Iniciou o programa em 08/1983 com
94 meses de idade. Queixa principal: apresentava atraso mental, agressividade, dificuldade de aprendizagem. Os pais perceberam o problema quando ele tinha dois anos, pois chorava sem motivo. Quando foi levado ao neurologista, passou a tomar medicamento. |
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Ao iniciar o programa apresentava momentos de agressividade, compreensão, linguagem e a cordenação motora eram pobres, sem condições para o aprendizado. Tomando medicamentos controlados.
Em 1990 recebeu alta, cursava a quarta-série em escola regular e já não tomava mais os medicamentos, inciando vida profissional por conta própria.

Somente três ideais muito importantes, - Seus Filhos -, fez desta mulher uma grande heroína. Uma mudança radical de sua pacata vida rural ao revolucionário "Método Doman", fez com que ela atingise, com muita garra todos os resultados que passamos a expor, resultados esses que são objetivos comuns de todas as mães de crianças portadoras de "Lesão Cerebral".
Sua luta iniciou com seu filho mais velho, DELGER, que desde os 7 meses de vida, passou por diferentes exames e especialistas, sendo diagnosticado como portador de "Lesão Cerebral por falta de Oxigênio no momento do Parto", e que devido a essa lesão não poderia ler e escrever.
Diante deste diágnostico começou a fazer vários tratamentos, tomar medicamentos chegando a ficar em uma Instituição de tratamento especializado por quatro anos, não obetendo nenhuma evolução.
Chegou a nossa Instituição, através de uma vizinha, em setembro de 1991, quando Delger, na época com 14 anos, realizou a Primeira Consulta com nossa Equipe Técnica e após ser avaliado recebeu uma programação para ser realizada em sua casa no período de seis meses.
Devido aos antigos tratamentos, tiveram que vir morar na cidade, o que lhes foi muito sacrificante e dispendioso e a partir deste novo tratamento, criou-se novas expectativas de uma evolução para seu filho, além da stifação de poder voltar a viver no campo, onde seu pai é agricultor ( plantador de arroz ).
Iniciou a realização do programa, com a ajuda da tia, e logo notaram as melhoras no Delger com este novo tratamento.
Além do DELGER, havia o outro filho DIEGO, que quando tinha a idade de 3 anos, sofria de intensas dores intestinais que na época, os exames e os médicos nada revelavam. Com 6 anos após uma forte dor, teve uma "crise convulsiva". Examinado por neurologista foi diagnosticado como poprtador de problemas neurológicos e passou a usar medicamentos anticonvulsivantes, os quais o deixaram agitado, ainda com dores e ameaças de crises mesmo aumentando a dosagem dos medicamentos.
A mãe já convivendo com a programação do DELGER e começando já a se familiarizar com o "Método Doman", resolveu levar na primeira reavaliação do DELGER (após os 6 primeiro meses de tratamento) seu irmão.
DIEGO foi visto por Dr. José Carlos e sua Equipe, que retirou imediatamente os anticonvulsivantes e prescreveu um programa para ser cumprido diariamente e assim o foi feito, ele cumpria o programa na parte da manhã e a tarde frequentava a escola.
Agora a luta aumentara pois teria que trabasslhar os programas dos dois, programas esse que requer muito trabalho e determinação.
Mas a luta não parou por aí. Nasce a caçula DIENIFER e a mãe descobre um atraso em seu desenvolvimento. Ela demorou a sentar, falar, andar, e chorava muito.
Foi vista por neurologista, fonoaudiologo e tomou anticonvulsivantes sem sucesso, e então por ocasião de mais uma reavaliação de seus irmãos, foi também avaliada por Dr. José carlos e sua Equipe, recebendo uma programação para ser cumprida.
Agora sim a luta estava completa, 3 filhos, 3 programas para serem executados diariamente. No inicío a mãe pode contar com o apoio e ajuda de sua irmã, mas depois a mesma precisou trabalhar e a mãe segiu sozinha a realizar o trabalho com seus filhos além de todos os seus afazeres domésticos.
Mas ela consegiu! Hoje é com alegria que ela recorda de todos esse momentos e se vê realizada com os resultados atingidos.
Atualmente, orientada pela Equipe Técnica, o DELGER, faz acompanhamento com uma professora para a escolariedade e desenvolve o programa de mobilidade. Após cumprir todos os exrcício, ajuda o pai na lavoura e a cuidar do gado e dos animais. Sabe ler e escrever, recebeu VITÓRIA de Leitura e de Escrita em Março\96, sabe andar á cavalo, é calmo, responsável, organizado, carinhoso, sociável e adora animais. Está se preparando para receber a Pré-Alta.
DIEGO, após um ano e oito meses de programa recebeu Alta. Hoje está na 5ª. série, passa por média *(tira notas altas), não sente mais as dores e nem tem as crises convulsivas.
DIENIFER é um pouco rebelde para fazer o programa, mas o faz no período da mnhã e a tarde vai para a escola. Hoje fala bastante, defende suas idéias, é extremamente carinhosa, muito sociável e está na 1ª. série.
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Fevereiro/96.
Ana Carolina Fruit
| Dia
12 de outubro de 1981, dia das crianças: após nove
meses de expectativa, fomos presenteados com uma robusta
menina, Ana Carolina. Seus traços físicos guardavam um segredo que os médicos não hesitaram em diagnosticar: "Sua filha é mongolóide; reterdada mental; terá dificuldades de toda natureza, não desenvolverá, morrerá prematuramente.. A alegria do nascimento transforma-se em dor, tomando conta um clima de não aceitação, de revolta, de porquês. 11 de novembro de 1981: o exame cariótipo detecta um cromossomo extra numérico no grupo G, confirmando a Síndrome de Down. |
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A fé em Deus e a união de nossa família transforma o que era angústia, apreensão, medo e inconformismo, em força e esperença, despertando em nós um espirito de desafio, de busca por uma realidade diferente daquela imposta pela maioria dos "profissionais"ligados a esta área.
Orientados pelo genetisista Dr. Marçallo (in memória) nós passamos a desenvolver um trabalho diário de estimulação. Criamos em nossa casa um ambiente alegre e vivo. Ana Carolina foi vencendo as principais etapas do início de sua vida, como: sentar aos 7 meses, caminhar aos 14 meses e a falar aos 20 meses.
Entre o 3 e 6 ano de vida ela frequentou o jardim II, e III em escola normal, acompanhando razoavelmente as atividades. Empregando a intuição e a criatividade, prosseguimos com os trabalhos de estimulação.
Dentre as bibliografias sobre o assunto, despertou-nos a atenção um livro indicado por um amigo, escrito um homem iluminado, diferente, que buscou o impossível para salvar seu filho, sob o título Ö Mongolismo", Dr. Raymundo Véras, se identifica com aquilo em que acreditávamos e buscávamos.
Tomou conta de nós novo alento, a certeza de novas alternativas de tratamento. Os resultados obtidos com Ana Carolina despertaram a atenção das pessoas, em especial de pais em confronto com a mesma sirtuação.
Através de uma dessas famílias surgiu a possibilidade de conhecermos em detalhes os trabalhos realizados pela equipe coordenada pelo personagem central do livro já mencionado, Dr. José Carlos Véras, filho de Raymundo Véras, o autor.
Em julho\88, após várias palestras e avaliações, estava claro que havia muito por fazer para desenvolver ainda mais as potencialidades de nossa filha.
A programação e objetivos estabelecidos pareciam impossível de serem realizados.
Para nossa surpresa, com muito esforço, suor, lágrimas,às vezes desânimo, mãozinhas e joelhos calejados, o progresso de Ana Carolina foi visivelmente percebido. As vitórias foram sucessivas.
O impossível estava acontecendo ali, diante de nossos olhos, e daqueles que duvidavam da capacidade da nossa menina.
Finalmente, 9 de março de 1991, um dia inesquecível, diante de uma platéia, anciosa e duvidosa, Ana Carolina Fruit, 9 anos, 1m31, 26Kg, alfabetizada, cursando a 2ª série 1º grau, dona de físico privilegiado, colocações conscientes e auto domínio, desenvolveu uma aula teórica e prática sobre a dança.
Sem exceção, a emoção tomou conta de todos. Estava provado que os limites são ilimitados, as barreiras são transponíveis, a dúvida é certeza, o medo é confiança, a impotência é capacidade, o rótulo se desmancha diante da Fé, da persistência e do amor.
Obs.: Caso publicado no órgão informativo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora da Glória "O Raymundo V", em Maio/91.
Relação de Altas.
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