O
MONGOLISMO |
Eis um livro despretensioso.
Despretensioso não por acaso
Despretensioso porque as verdades que encerra são
despretensiosas.
Despretensioso porque o escrevi em Inglês e não em minha lingua
pátria.
Despretensioso porque não se destina a doutores em medicina.
Livros escrito por médicos para outros médicos são amiúde
recheados de termos técnicos de dezesseis letras. Não sou
avesso a tais livros, nem me oponho a que doutores escrevam
livros tais, mas não tenho nenhum desejo de escreve-los.
![]() |
A
razão principal porque não escrevo para doutores em
medicina é que eles demoram demais para responder a
idéias novas. Lêem muito pouco e, quando o fazem, as
mais das vezes dizem pouco mais do que isto:
"Interessante, não é mesmo?" Depois passam
adiante e vão dormir. Decorridos vinte ou trinta anos,
paulatinamente aceitam uma idéia nova e dizem
calmamente: 'Não é nenhuma novidade, mais um fato
comprovado há muito tempo." Pais de crianças lesadas do cérebro não podem aguardar vinte anos, porque a cada dia que passa - vêem seu filho envelhecer. Se lêem ou ouvem falar de nova descoberta médica, não podem passar adiante e ir dormir: levantam-se e ansiosamente põem-se a medir o chão com os passos, esperando com fervor |
terem encontrado a resposta que
haverá de curar seu filho. É lamentável que o profissional
comece a mudar de idéia somente depois que a opinião publica se
tornou tão forte que ele seja compelido a levar em
consideração as novas idéias.
Assim que escrevo para os pais, porque verifiquei que sua mente
não está entulhada com faltos conceitos e opiniões
ultrapassadas. Seus objetivos são claros e bem definidos. Se
têm um filho lesado, o seu primeiro objetivo é cura-lo. Eis um
bom objetivo. Um objetivo compreensível. Um objetivo admirável.
Os pais são emotivos em relação ao bem estar de seus filhos e por isso mesmo são frequentemente qualificados de irrealistas. Não creio que uma coisa conduza necessariamente à outra. Em verdade, se me afiguraria irrealismo pretender que os pais não se emocionassem com relação aos filhos ou não sentissem a urgência de cura-los. Se, em sua emocional urgência, não querem esperar trinta anos por novas soluções medicas, isto não deveria surpreender os médicos. Nem devreriam tais atitudes rotuladas de irrealistas.
Na verdade, acho que irrealistas são muitas vezes as atitudes dos profissionais, porque não raro tendem eles a se habituar a doença. Talvez seja este um dos maiores dos problemas medicos: os profissionais enredam-se no afã de rotular e classificar graus de enfermidade, em vez de raciocinar em termos de saúde. Se pensam que sua missão consiste de amenizar o mal do paciente ou faze-lo sentir-se contente com seu mal, então perderam de vista o objetivo mais importante, que é, por certo, curar o paciente.
Como médico simpatizo com o médico. Mas como ser humano tenho de compartilhar os objetivos dos pais, porque posso compreender melhor seus anseios. Posso sentir melhor suas emoções.
Divide-se este livro em duas partes. A primeira parte narra como aprendi o que eu sei sobre os mongolóides. A segunda parte diz como é possível curar os mongolóides.
Se voce é pai de uma criança mongolóide, pode sentir-se tentado a saltar por cima da primeira e ir direto à segunda. Não faça isto, porque se voce ler apenas a segunda parte, poderá não compreender cabalmente o que vou dizer-lhe. Sem embargo, se voce ler só a segunda parte deste livro e curar seu filho, eu o perdoarei. mas se voce ler só a segunda parte e, por não compreender-la bem, "não" curar seu filho, só poderei sentir muito por voce e ele.
Portanto, seja paciente e leia as duas partes. Asseguro-lhe que voce vai conhecer muita gente interessante e muitas idéias novas e excitantes.
Caso voce não seja pai de uma criança mongolóide, por favor, faça de conta que é, ao ler estas paginas, para poder sentir toda a urgência destas palavras.
E-Mail
Histórico
| Mensagem | Proposta
| Método | Bibliografia | Perfil | Escola | Resultados | Vitórias
| Serviços | Locais
| Convênios | Contato | Cartas
| Principal
Informações
Para 1ª Consulta